O presente artigo analisa a importância do brincar no desenvolvimento cognitivo de crianças na Educação Infantil, destacando a ludicidade como direito assegurado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e como estratégia pedagógica promotora de aprendizagens significativas. Fundamentado em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo e exploratório, o estudo articula contribuições clássicas de Piaget e Vygotsky, que compreendem o jogo como elemento estruturante do pensamento infantil e como espaço de interação social e desenvolvimento de funções psicológicas superiores, com abordagens contemporâneas de Kishimoto, Oliveira, Brougère e Sarmento, que reconhecem o brincar como prática cultural, social e constitutiva da infância. Os resultados evidenciam que o brincar potencializa funções cognitivas como atenção, memória, raciocínio lógico, criatividade e linguagem, além de favorecer a autonomia, a imaginação e a construção de significados sobre o mundo. Constatouse que a mediação pedagógica é determinante nesse processo, visto que cabe ao professor planejar, organizar e intencionalizar experiências lúdicas que respeitem a singularidade das crianças e ampliem suas possibilidades de aprendizagem. Ademais, verificou-se que a BNCC reafirma o brincar como eixo estruturante da Educação Infantil, garantindo-o como direito de todas as crianças. Conclui-se que a ludicidade, quando reconhecida e valorizada pelas práticas escolares, transcende o entretenimento, configurando-se como condição essencial para o desenvolvimento integral da criança e para a construção de uma educação que respeite a infância em sua totalidade.